O consumismo e o ecossistema

O projeto do segundo trimestre de ciências dos alunos do 9º ano do Colégio Marista Arquidiocesano, tem como objetivo investigar os impactos ambientais causados pelo consumismo desenfreado da sociedade atual, no qual é relacionado com estudos do Congresso de Biodiversidade.

Um dos temas do Congresso é “ecossistema e cultura”, que relaciona a destruição do ecossistema gerada pelo consumismo cultural de produtos nocivos a ele. O produto investigado é o desodorante, pois desde a época do Império Romano se tenta controlar o suor e o odor produzidos pelas axilas. Os homens desta época usavam pequenas almofadas aromatizadas debaixo das axilas para diminuir o odor provocado pelo suor.

No início do século XX, os Estados Unidos fabricaram um produto que seria capaz de controlar o suor e diminuir o odor, e deram o nome de desodorante.

Em razão do alto preço, o produto somente se espalhou no Ocidente. Após a Segunda Guerra Mundial os preços caíram e assim o desodorante se tornou acessível.

Hoje, ele apresenta diversas formas que podem ser escolhidas de acordo com a necessidade de cada um, encontramos desodorantes aromatizados ou sem perfume, com ou sem álcool, roll on, spray, creme etc, porém no caso do spray, ele é algo que a maioria das pessoas usa regularmente, porém poucos sabem a complexidade que envolve o simples ato de pressionar o botão

Mas o que o Aerosol pode causar no planeta?

O responsável pela saída do produto de dentro da lata é o Aerossol, que é basicamente a mistura de dois líquidos guardados no mesmo recipiente. Um deles é o produto em si, e o outro é o chamado propelente (gás líquido), uma substância capaz de impulsioná-lo para fora. È esse gás líquido que nos dá a impressão de que o Aerossol sai como um jato a cada vez que apertamos o spray. Esse gás fica dentro da lata junto com o produto, mas quando apertamos a válvula, a pressão dentro do frasco diminui e uma parte do gás líquido propelente se expande com violência, virando gás de verdade. Como seu volume fica grande demais para o frasco, ele escapa com força total, levando parte do produto para fora.

E nesse gás que é jogado para fora da lata contém outro gás chamado CFC (clorofluorcarbono), e é ele quem atua na camada de ozônio causando o famoso buraco. Esse gás é muito leve e assim atinge as altas camadas da atmosfera. Lá o CFC reage com a frágil ligação do ozônio (O3), transformando em CO2 (dióxido de carbono) FO (óxido de fluxo) e CIO2 (dióxido clórico). Ou seja, cada um dos átomos do CFC se separa e reage com o O3, transformando-se em novas substâncias. A camada de ozônio é essencial, pois ela atua como um filtro de proteção que o Planeta Terra tem para proteger os seres vivos.
A principal conseqüência da destruição da camada de ozônio será o grande aumento da incidência de câncer de pele, desde que os raios ultravioletas são mutagênicos. Além disso, existe a hipótese segundo a qual a destruição da camada de ozônio pode causar desequilíbrio no clima, resultando no “efeito estufa”, o que causaria o descongelamento das geleiras polares e conseqüente inundação de muitos territórios que atualmente se encontram em condições de habitação. De qualquer forma, a maior preocupação dos cientistas é mesmo com o câncer de pele, cuja incidência vem aumentando nos últimos vinte anos. Cada vez mais aconselha-se a evitar o sol nas horas em que esteja muito forte, assim como a utilização de filtros solares, únicas maneiras de se prevenir e de se proteger a pele.
Após pesquisarmos a composição química de várias marcas de desodorantes, percebemos que apesar de algumas se preocuparem com a exclusão do CFC de suas fórmulas, a maioria não se conscientizou dos estragos causados por esses produtos no meio ambiente. E sem o incentivo das próprias empresas, o consumidor continuará com o pensamento: “sendo tão pequenas, como as latas de desodorante podem causar tudo isso no planeta?”. E essa mentalidade só serve como aviso de que a desinformação é um dos principais motivos da destruição dos ecossistemas gerada por produtos relacionados ao consumismo.

Por outro lado, segundo David Hoffman, que trabalha para a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) como diretor da divisão de monitoramento global, a destruição da camada de ozônio não é o maior problema que o planeta enfrenta: “Estou muito otimista que vamos ter uma camada de ozônio normal em algum momento”.

Existem muitos produtos que não conseguiram achar alternativas para substituir o CFC em suas composições, porém o desodorante aerossol pode ser substituído por uma outra forma de utilização mais ecológica, como por exemplo o Roll-on e creme.

Fonte: aerosolimpactoambiental.blogspot.com.br